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Segunda-feira, 26 de Junho de 2017  

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Quando a Internet começou a crescer, principalmente em sua área gráfica (a World Wide Web - WWW), foi necessário a criação de navegadores que pudessem interpretar uma linguagem que fizesse a integração de textos e imagens. Surgiu daí a linguagem HTML e o primeiro grande navegador de informações gráfico: o Mosaic. Este, posteriormente, iria crescer e tornar-se a empresa Netscape, com o navegador de mesmo nome, o Navigator.

O Netscape foi utilizado por milhares de pessoas em todo o mundo e era rei absoluto quando falávamos de Web. Dois anos depois, aproximadamente, a Internet já tinha triplicado de tamanho. Foi quando a Microsoft decidiu entrar também nesta área de produção de um navegador gráfico. Anteriormente a Microsoft não via a Internet gráfica como o destino da rede em todo o mundo (a velha história da mudança de paradigma aparece aqui). Então, eles decidiram investir milhões de dólares na produção e implementação de seu browser Internet Explorer, que já existia (versão 1) porém era apenas mais um "programinha" da Microsoft, sem nenhum destaque.

Como a Microsoft é a empresa de maior destaque mundial dos últimos anos, foi fácil difundir o novo navegador, que possuia a mesma idéia que seu concorrente Netscape, porém, era ainda muito inferior do que a versão corrente em termos de praticidade, entre outros pequenos detalhes. Porém, foi com o Internet Explorer 4 que a Microsoft começou a ganhar grande parte do mercado de navegadores. Além de cada vez mais ser completo e compatível visualmente com o Netscape, o Internet Explorer era gratuito, o que confrontava com o Netscape que até então era shareware (no início, nem isso, era um software normal, comprado em loja).

Começava aí a guerra virtual entre Microsoft e Netscape em busca de usuários, fama e, por conseqüência, dinheiro. A Microsoft e Netscape implementaram novos recursos, multimídia (vídeo e som em tempo real, com qualidade cada vez maior), plugins para efeitos antes nunca vistos, HTML dinâmico (DHTML) com movimentação de elementos na tela, interação com usuário e servidor (linguagem ASP), realidade virtual vetorial (VRML), Javascript, mini-programas Java, entre outros, o que permitiu a possibilidade de implementar praticamente tudo na Internet, desde uma simples página HTML até um banco com transações de dados sigilosos em esquema de altíssima segurança.

Chega ai a grande questão: eles desenvolveram tudo isso juntos? Claro que não, pois são concorrentes. Isso gera um grande problema: incompatibilidade. É o que aflige a Internet gráfica atualmente. São sites que só podem ser visualizados melhor em um browser específico, ou então simplesmente não são executados no outro browser. Esta guerra gerou resultados interessantes, como a mudança do Netscape (versão Communicator) que se transformou em um navegador gratuito também, e o surgimento de browsers alternativos, para quem prefere fugir desta guerra, como o Ópera.

Aos poucos foi possível acompanhar o resultado desta guerra: com a dominação que a Microsoft exerce sobre o mundo a informática atualmente, a Netscape foi perdendo espaço e cada vez mais o Internet Explorer torna-se o navegador padrão. Estima-se atualmente que apenas 7% dos navegadores da Internet sejam o Netscape, contra 90% do Internet Explorer e menos de 3% dos browsers alternativos. Pois bem, para os programadores em HTML fica então a grande dúvida: é possível fazer um site com visual fora do "simples HTML" e manter compatibilidade nos dois navegadores? É muito difícil responder esta questão, pois o mesmo código HTML pode gerar resultados diferentes em cada um dos navegadores.

As vezes, até um site com HTML simples é visualizado diferente nos dois navegadores. Por exemplo, o Internet Explorer utiliza a fonte para as células de uma tabela a mesma que estava definida anteriormente no corpo do texto. Já o Netscape exige que a fonte seja definida para células. Se não for definida, ele utiliza a fonte padrão, geralmente Times New Roman tamanho 10. Imagine então a utilização de frames, tabelas e até aplicativos Java e plugins como o RealPlayer, Media Player (que até hoje só funciona bem no Internet Explorer).

Percebemos talvez um dos motivos que esta fazendo o Internet Explorer crescer cada vez mais. O Netscape possui algumas dificuldades para exibir as imagens quando elas são precisas demais. A variação de 1 pixel é o suficiente para deixar um webdesigner enfurecido com o navegador. Neste ponto, o Internet Explorer ganha vários elogios, pois onde é definido um frame com 77 pixels de altura e dentro dele há uma imagem com 77 pixels de altura, a imagem une-se a imagem complementar sem problemas, quando utilizado corretamente os parâmetros do comando Body de espaçamento lateral e superior.

Eu, particularmente, fui usuário do Netscape de longa data, e continuo usando-o com certa freqüencia, mas admito que cada vez mais o uso do Internet Explorer é fundamental pois atualmente é quem possui a grande parte do mercado. Além disso, o Netscape trava com mais freqüência que o Internet Explorer (digo isso não em meu micro em particular, e sim em diversos computadores que utilizo). O que me distância do Internet Explorer um pouco é o conhecido problema da Microsoft com relação a segurança. Vários "scripts" existentes atualmente podem simplesmente congelar o Internet Explorer. Neste ponto o Netscape é bem mais seguro.

Neste texto comparamos por alto as versões do Internet Explorer 5 e Netscape Communicator 4.5. Com o lançamento do Communicator 6 e principalmente com o Communicator 7, a Netscape está aos poucos se aproximando de uma perfeição maior. Atualmente o resultado da maioria dos sites no Communicator 7 (ou superior) e Internet Explorer 6 (ou superior) ficam praticamente idênticos, pecando apenas quando o site usa recursos não suportados por um deles. A guerra continua.

Com este texto espero ter elucidado como a guerra dos browsers pode ser boa e ruim para o internauta. Boa pois as empresas irão cada vez mais disputar pelo mercado em crescimento, o que irá causar a criação de novas tecnologias para transformar a Internet em algo cada vez mais completo e interativo. Ruim pois como cada empresa quer se destacar sobre a outra, as tecnologias criadas são incompatíveis umas com as outras, causando transtorno para os internautas que utilizam "o outro" browser. O importante é que sempre existam pelo menos dois navegadores padrão no mercado, para não cairmos no problema de ter que usar obrigatoriamente um certo navegador pelo simples fato de não existir outro a altura. O que o internauta precisa considerar é qual browser satisfaz mais as suas necessidades e se adapta melhor a sua maneira de navegar, embora, na prática, seja importante ter instalado os dois browsers na máquina quando acontecer este chato inconveniente de incompatibilidade. E, independente do que acontece e irá acontecer nesta guerra ainda sem data para acabar, o mais importante é que o internauta garanta o seu direito de escolha sempre.

Setembro/2002




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